Uma pesquisa realizada pela ChangeWave mostrou que o iPad parece estar chegando cada vez mais perto do mercado do Kindle. O leitor da Amazon apresentou uma  constante queda de mercado de 68% para 47% desde o lançamento do iPad. A Apple está com uma fatia de 32% .

Ambos são muito bem aceitos pelos consumidores, mas três em cada quatro (75%) donos de iPads estão “muito satisfeitos” com ele, contra apenas mais da metade (54%) dos usuários de Kindles:

Quanto a leitura de ebooks, o Kindle continua o líder, enquanto que para o consumo de outros tipos de conteúdo, como jornais e revistas, o iPad têm muito mais preferência dos consumidores. Isso deve se dar ao fato das diferenças de hardware. Uma revista fica muito mais atrativa na tela iluminada e colorida do iPad que na de e-ink preto e branco do Kindle, por exemplo. Do mesmo modo que para a leitura de grandes textos, não há nada com uma tela que não cansa os olhos e um aparelho leve.

Alguns blogs andam divulgando por aí que o tablet da Apple está afetando as vendas do Kindle e etc. Pode até ser que algumas pessoas realmente fazem a escolhe entre um e outro. Preferem comprar o iPad ao invés do Kindle, pois o primeiro, além de ser um leitor de ebooks, oferece várias opções de uso.  Mas na minha opinião isso não significa que o Kindle está fadado ao fracasso. Pois apesar da queda de mercado, o Kindle também continua vendendo muito e bantendo recordes, segundo a Amazon.

Então o que está acontecendo? Algo que pode explicar é que sempre que é lançado um novo produto no mercado, com funções que podem coincidir com o produto líder, acontece uma queda de mercado da empresa líder. Mas não necessariamente porque os usuários deixaram de comprar um para comprar o outro. De novo, não sei se esse é o caso, mas é o que eu penso. No caso do iPad, várias pessoas que o compraram também o consideram como leitor de livros,  o que o faz entrar no mesmo mercado do Kindle e ser contabilizado na participação de mercado. Por exemplo: Se pensarmos que antes, o mercado de e-readers era de 10 pessoas e todos tinham o Kindle. E de repente surgiu o iPad e mais 10 pessoas compraram o iPad. O mercado do Kindle passou de 100% para 50%, mas também quer dizer que o número de usuários do mercado dobrou. Isso não significa que as pessoas que compraram o iPad, o fizeram por ele ser um leitor de ebooks. E sim que as pessoas comprarm um aparelho para fazer x coisas: jogar, ver vídeos e que consequentemente pode ler livros. O que as faz considerar que têm um ebook reader,.

Eu continuo achando que apesar de executarem as mesmas funções, os dois aparelhos tem públicos distintos. Tanto por suas funções e outros motivos que falei acima, além da faixa de preço dos dois também ser muito diferente. Acredito que o mercado de leitores de ebooks está crescendo. Eu leria em um iPad numa boa, do mesmo jeito que já li muito em meu iPhone. Mas se tenho o mesmo livro nos dois aparelhos, não penso duas vezes em pegar o Kindle para ler. E acredito que aconteceria o mesmo se eu tivesse o iPad, pelo conforto, o peso, entre outros.

No momento, acredito que a Amazon não se importa tanto assim com onde o usuário vai ler, desde que compre na Amazon.com. Ela vai realmente começar a se incomodar com o iPad e outros leitores quando o número de vendas da iBookStore (e outras) se aproximar das realizadas por ela, pois na atualidade, o que ela quer é vender livros, seja para ler no iPad, no iPhone, no Android ou no seu próprio aparelho. E isso ela tem feito bastante.

Fonte: Ars Technica