Uma pesquisa da nielsenwire que buscou identificar os consumidores conectados e seus aparelhos conectados, feita com 5000 donos de iPhone, iPad e Kindle trouxe diversas informações de como essas pessoas interagem com seus gadgets. Caso tenha interesse, pode ler um resumo ponto-a-ponto da pesquisa aqui. Um dado interessante identificou que 9% dos usuários de iPad nunca baixou nenhum aplicativo. Não é um número tão expressivo, e pode parecer irreal para nós geeks que procuramos extrair cada funcionalidade do nosso aparelho, mas existem pessoas, mais velhas e idosas, que utilizam o iPad como um meio mais simples de ter acesso à internet e à pessoas e redes sociais.

Outro dado interessante mostra que realmente o Tablet da Apple é um dispositivo voltado ao consumo de conteúdo. Dentro de todos os aplicativos pagos, os mais baixados foram jogos, livros e música. Produtividade, que seria mais ligado ao trabalho, acabou ficando na antepenúltima posição com 37% dos downloads, contra mais de 50% das categorias já citadas.

O gráfico abaixo faz uma comparação entre o smartphone e o tablet da Apple e pode ser observado que os donos do iPad passam mais tempo consumindo conteúdo no aparelho, quando comparados aos donos de iPhone.

O mercado de tablets ainda está em estágio inicial, ele representa apenas 4% dos gadgets conectados da atualidade, e deste percentual, 48% dos donos são considerados “Early Adopters”, aquelas pessoas que gostam de ser as primeiras a comprar qualquer novo produto: a maior porcentagem dentre todas as categorias analisadas. Esses early adopters favorecem as tablets  à qualquer outro gadget, no momento de escolha de um aparelho, e normalmente os donos de tablets possuem outros aparelhos conectados.

A pesquisa mostra que apesar do grande sucesso do tablet da Apple, ele ainda é considerado um novato quanto a conectividade de seus usuários, mas com grande potencial de crescimento. Em alguns pontos, o iPad já aparece como preferido para o consumo de determinados tipos de conteúdo, como vídeos, livros e revistas, ultrapassando os demais aparelhos como: smartphones e netbooks. Parece que há um caminho próspero para a Apple pela frente.

Fonte: NielsenBlog