De acordo com o Cult of Mac, a marca de iPads vendidos em Apple Store nos Estados Unidos, supera a venda de Macs no momento em quase 2 para 1. Os dados afirmam que semanalmente são vendidos no país cerca de 200.000 unidades de iPad, igualando quase à velocidade de venda do iPhone 3GS, em seu primeiro trimestre.

Não é a toa que os estoques das lojas estão quase no zero, atingiu a marca de 1 milhão de aparelhos vendidos em 28 dias e a Apple está com problemas logísticos para abastecê-las. Ele já possui 16% do mercado de e-readers nos Estados Unidos, um número alto, se pensarmos que o aparelho foi lançado em menos de 2 meses. Além dos números de venda, acho que uma das coisas mais importantes é o nível de satisfação dos clientes, e nesse ponto também, o iPad está se saindo muito bem.

Uma pesquisa feita pela ChangeWave com 153 donos de iPad aponta que quase 90% estão satisfeitos com o gadget, sendo que destes, 74% estão muito satisfeitos. E apenas 8% não sabem e 2% insatisfeitos, como pode ser visto no gráfico abaixo.

O aparelho não é perfeito, tem suas limitações (falta de câmera frontal, flash entre outros), mas ao que ele se propõe a fazer – ser um meio termo entre a grande mobilidade do celular e a “pouca” mobilidade de um computador, ele parece fazer muito bem. Não sei onde devem estar todos os especialistas em tecnologia – blogueiros, jornalistas e etc – que previram que o iPad seria mais um fracasso da Apple.

Essas previsões de fiasco até são normais, quando são lançados produtos que fogem da regra geral do mercado, tal qual aconteceu com o iPhone em 2007. Quem sou eu para julgar alguém, mas antes de criticar e apontar como o fracasso do ano, as pessoas poderiam pelo menos esperar o lançamento do produto, não? Não sou Nostradamus e não sei se o sucesso continuará nos anos que virão, mas no momento, eu já considero sim o iPad um sucesso. O aparelho transformará absurdamente a vida de uma pessoa? Claro que não, mas eu com certeza gostaria de ter um.